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O Que Inspira

Poeta

De onde vem a inspiração do poeta? Depende do poeta. Poeta é um sujeito engraçado que precisa de algum componente externo para transformar em arte.

Há os que transformam informação em arte. Vertentes filosófica recém-aprendidas, notícias do cotidiano, descobertas científicas... E a poesia pode se tornar uma forma de facilitar a memorização desse conhecimento. Qualquer coisa que empolgue e passe por seus olhos ou ouvidos.

Há os colecionadores de histórias, que narram romances em versos. Histórias de amor impossível, batalhas perdidas, viagens e aventuras. Sempre histórias de outros, sejam de carne e osso ou sejam personagens.

Há os guerrilheiros, que transformam a Poesia num rifle e partem para a batalha, denunciando injustiças, expondo ao mundo problemas que poucos conhecem ou que todos conhecem, mas poucos querem reconhecer. Fazendo da arte uma ferramenta de transformação social.

E há os que transformam sofrimento. Um imenso amor não correspondido, a perda terrível, a dor, meramente a dor. E a arte se torna uma terapia: falar da dor minimiza a dor sentida. Quantas obras divinas foram feitas desta forma, vindas das profundezas de um poeta que sofre?

Quantos tipos de poeta há mais? Os religiosos? Os cômicos, que usam a poesia como mero entrenimento? Há também os que misturam diversos gêneros. E há quem domine o dom da Poesia, podendo escrever o tipo de poesia que bem entender quando bem entender. Estes são poetas que dominaram seu talento e são capazes de fazer arte, mas sempre se surpreenderão com a inigualável grandeza daqueles outros poetas que ainda não "evoluíram". Aqueles poetas nos quais a Arte vive livre para ir e vir quando bem entender. E daí se às vezes demora a vir? Se quando vem, sempre traz toda a cor da primavera ou a fúria de um inverno glacial ou de um verão sertanejo? Bem melhor do que viver um eterno outono...

-- Cárlisson Galdino

P.S.: Foto utilizada de garryknight.


Feliz DIM'2010

Escritório pink

Antigamente a cultura dizia que o homem deveria sustentar a casa e que a mulher teria como trabalho cuidar dos afazeres domésticos e da criação dos filhos. Um cenário altamente limitante e que colocava como maior meta feminina realizar um bom casamento para não passar fome. Afinal, ela seria sustentada.

Sobrevivemos melhor aos obstáculos da vida por termos várias vidas. Uma vida profissional, uma familiar, uma social, uma amorosa e outras mais, dependendo da pessoa. Assim, quando uma dessas vidas vai mal, as outras estão ali para nos ajudar a superar a fase. Por isso é tão terrível uma mulher viver para o casamento: qualquer problema nessa vida era o fim, pois ela não tem outra em que se apoiar. Assim era que mulheres infelizes no casamento não tinham mais nada pela frente: geralmente se matavam ou viravam freiras.

Os tempos mudaram e essa visão de que mulheres devem viver apenas para o casamento está muito fraca. Isso é ótimo, mas o irônico é que o que contribui para que assim seja não é apenas a visão de que mulheres deveriam ter direitos iguais, mas o capitalismo. Antigamente era comum um dos dois conseguir sustentar um lar, mas hoje em dia tal tarefa está cada vez mais difícil. Claro que é melhor assim, homens e mulheres precisam viver mais vidas, mas a vida é mesmo irônica e o Senhor Dinheiro nunca deixa de dar sua mordida. São conquistas que vêm a preços inesperados.

Tanto é assim que até hoje mulheres ainda têm tendência de ter salários inferiores aos dos homens para executar as mesmas funções. Não faz sentido, mas ainda acontece.

Feliz Dia Internacional da Mulher! E que a cada dia estejamos mais próximos dos desejados direitos iguais.

Foto original


A Estréia da Infinnita

No último domingo, há quase uma semana, tivemos aqui na cidade a Janela do Rock, evento onde se apresentaram seis bandas, incluindo a nossa. Este artigo escrevi para meu blog no site da banda e reproduzo agora aqui.


Infinnita na Janela do Rock

Agora minhas impressões pessoais sobre a Janela do Rock.

O evento estava marcado para começar 16:30, mas como é normal (por aqui, pelo menos), só foi começar lá pras 18h.

A primeira banda a se apresentar foi a banda Arranha-Céus, da Vívian Marcella. Fizeram uma ótima apresentação. O engraçado é que a Vívian sempre foi controversa. Até hoje tem gente que diz que não suporta ouvir sua voz, enquanto tem gente que diz que adorou a apresentação. Fico pensando comigo se essa visão negativa do trabalho dela que algumas pessoas têm não são resquícios dos tempos mais distantes, quando ela começou a cantar. Porque o problema que vejo com ela desde sempre são os agudos e pelo que pude ver ela evoluiu muito e está controlando muito bem isso. Nas duas últimas apresentações que vi, saiu tudo bem. Vai entender...

A segunda banda foi a nossa. O Slash, que tinha acabado de tocar guitarra na Arranha-Céus, veio pra tocar contrabaixo com a Infinnita. Preparativos pra lá e pra cá... Então a gente começa. Toda forma de poder, mesclando uma versão minha com a versão original dos Engenheiros. Uma música forte, conhecida, pra já começarmos animando a galera. Um grupinho se forma na frente do palco pra curtir o som, enquanto o restante da platéia está parado. Ora, a banda é desconhecida e eu tinha retorno duplo e ouvia tudo muito bem: como ia adivinhar que o som estava saindo só no retorno. "A música que vocês tocaram agora estava só no retorno". "Tá... Fazer o que mais?"

Fomos pra segunda música: Damião. Uma das duas nossas animadas. O pessoal parece ter gostado. O Alan diz que ouviu o povo cantando junto "Veeeeem nos libertaaaar!", mas o Pedro estava sem retorno. Foi bem, de qualquer forma. Em seguida, uma apresentação rápida de minha parte e mais outra nossa: Quem Dera. Peguei o povo de surpresa, pois era a vez de outra música e não dessa, mas deu tudo certo (tirando que agora era o Alan que tava sem retorno, desta até mais à frente).

Agora Guantánamo, dos Engenheiros. Tocamos bem mais lento que nos ensaios, mas deu pra levar. Uma das minhas preocupações nessa apresentação era o uso da gaita nesta música, mas acho que ficou legal também. Fomos pra "Dias Gentis" e então para "Infinita Highway", mais uma conhecida pra ver se a galera se anima. Estava tudo indo bem, quando o Alan volta a ter retorno, se anima ouvindo o contrabaixo e quebra o bumbo, que já estava com um pé na cova desde antes do show começar. Paramos, anunciaram que voltaríamos pra continuar, mas não tinha como então paramos mesmo. Havia dois momentos ainda em que eu falaria com a platéia. Apresentar melhor a banda, falar do site da gente, agradecimentos, mas mas...

Queria muito ter ouvido a Senhora Rita, que tocou depois de nós, mas estava com fome depois disso tudo e fomos o grupo procurar o que comer. O atendimento demorou tanto que quando voltamos já havia tocado Senhora Rita e uma outra banda que não conheço. Já era a turma da Other Side que estava se organizando no palco. Os caras estão num nível monstruoso. Mascus Mausan, que se formou em Canto pela UFAL e lançou recentemente um CD solo, cantando com perfeição de todo jeito (gutural, lírico...)... Enfim, os caras deviam cair na estrada mesmo, a banda está num nível incrível.

Antes de a apresentação da Other Side terminar, fui embora. Ainda tinha a Metamorfose, do Júnior Cocerinha, quem tava organizando o evento, mas nem pude ficar pra assistir. No fim, foi bom o resultado. Particularmente eu poderia ter cantado melhor lá, mas era a primeira apresentação. O fato de ter sido um evento de médio porte pra cidade e eu ter metido a cara a tocar violão de 12 cordas e gaita e, mesmo com tanto obstáculo, ter cumprido o ponto já acho uma vitória.

A Infinnita está de férias e voltaremos a ensaiar em janeiro. De novo sem baixista, mas vamos seguir em frente. Ensaiar mais e tal e nos preparar para futuras apresentações (e gravar de novo pra trocar as músicas da gente que estão publicadas, porque nós sabemos que estão péssimas. "é pouco, mas é tudo o que eu posso oferecer" :-P)

Muito obrigado a quem foi prestigiar e a quem não pôde ir mas torceu por nós! Valeu!


Mensagem do Partido Pirata Internacional

Caros Membros do Partido Pirata,

As negociações sobre o tratado ACTA (Acordo Comercial Anti-Pirataria, sigla do inglês) [1] continuam em andamento. Os parceiros de negociação, dentre os quais as maiores economias do mundo estão inclusas, desejam consolidar um acordo de comércio global eficaz o mais rapido possível em 2010.

Detalhes que vazaram sobre este acordo podem ser encontrados no Wikileaks [2], nos sites da Iniciativa Europeia de Direitos Digitais (European Digital Rights Initiative - EDRi) [3] e da Fundação para uma Infraestrutura de Informação Livre (Foundation for a Free Information Infrastructure - FFII) [4]. A ONG norte-americana Knowledge Ecology International [5] também publicou análises extensas sobre o material que se conhece.

O texto do tratado assemelha-se a legislação DMCA (Lei dos Direitos Autorais do Milênio Digital, sigla do inglês) dos EUA e define padrões mínimos excepcionalmente elevados de proteção dos IPRs, em desafio direto aos relatórios acadêmicos e sem qualquer abertura ou debate público. Os negociadores estão extremamente conscientes que será muito difícil reverter a situação, uma vez assinado o tratado, tornando o impacto sobre todos muito mais severo.

Além de vários meios de comunicação, essas ONGs manifestaram grande preocupação com relação às táticas de negociação empregadas, bem como ao alegado conteúdo do tratado.

As negociações têm sido mantidas em segredo do público e dos parlamentos nacionais da União Européia, dentre outros. É uma prática corrosiva para a democracia, além de estimular a corrupção da sociedade global. O conteúdo desse tratado é compartilhado com lobbistas corporativos através de conselheiros privilegiados, mas até agora apenas um representante da sociedade civil teve permissão para acessar os documentos nos EUA, e apenas após assinar um termo de confidencialidade.

Outras partes afetadas - incluindo a Associação Européia de Provedores de Internet (EuroISPA) [6] e de todo o mundo - não conectados com o lobby dos Direitos de Propriedade Intelectual (IPR, sigla do inglês) estão sendo mantidas de fora da negociação. Efetivamente, apenas os negociadores ligados ao IPR estão autorizados a fornecer comentários ou fazer outro tipo de modificação no texto. Deixando de lado até mesmo os representantes eleitos democraticamente. [7]

Experiências anteriores com tratados internacionais de Direitos de Propriedade Intelectual mostram que acordos controversos adotados em escala mundial ou multilateral - frequentemente contrários aos interesses das "nações em desenvolvimento" - são reforçados posteriormente de forma bilateral contra países sem poder econômico para se opor aos seus poderosos parceiros comerciais.

Estes acordos são barreiras para os países em desenvolvimento ainda sem uma indústria baseada em propriedade intelectual (PI). Eles prejudicam tanto os investimentos nacionais quanto o desenvolvimento industrial dessas nações. Em alguns casos, questões globais sobre PI resolvidas desta maneira, por meio de acordos comerciais, resultaram em crimes contra a saúde e biopirataria.

A maneira pela qual esse tratado vem sendo negociado já é motivo suficiente para a sua abolição. Mas da forma que está também traz riscos que representam uma ameaça para o mercado, para a diversidade e para o desenvolvimento industrial nos países desenvolvidos e nações em desenvolvimento.

O ACTA assemelha-se muito a uma ditadura de corporações, ignorando completamente o desenvolvimento sustentável da sociedade, as liberdades civis e os processos adequados da democracia. Este tratado tem como objetivo implementar mudanças políticas extremas em nível mundial - sem a participação da comunidade global, nem mesmo daqueles cidadãos interessados que vivem em países envolvidos nas negociações ao redor do mundo!

Esta questão não afeta apenas os Partidos Piratas do mundo, mas também todas as organizações e indivíduos que prezam pela democracia.

Nós insistimos que você leve este assunto ao público em seus respectivos países e ajude a impedir o ACTA o mais rápido possível. Ou pode ser tarde demais para pôr fim a esta loucura.

Algumas idéias para agir:

  • Informe ao público! Publique artigos em seu blog e / ou na imprensa.
  • Exija que o governo tome medidas para a investigação do processo - escreva para o seus candidatos e políticos locais, e encoraje outros a fazerem o mesmo!
  • Chamada para um dia de ação [inter]nacional.
  • Aborde a questão no seu programa eleitoral/manifesto.
  • Organize uma manifestação contra o tratado.
  • Verifique as opções legais para uma ação judicial contra o processo ou ACTA, ou seja, na mais alta corte nacional possível.
  • Ofereça palestras gratuitas sobre ACTA para os membros do Partido do Pirata e o público em geral.
  • Crie e distribua materiais informativos e folhetos para o público e para a comunidade do PP
  • Informe ao maior número de pessoas possível. Além disso, garanta que a imprensa não se distraia com o termo "Falsificação" no ACTA. Como Christian Engström, MEP, enfatiza [8], o ACTA está essencialmente preocupado com a aplicação do Copyright. Há mais material relacionado com os direitos autorais do que com a falsificação de produtos físicos e marcas.
  • Pergunte sobre o que motiva o sigilo deste acordo. De acordo com KEI, ACTA é uma questão de segurança nacional dos EUA? Questione a motivação para esta falta de transparência! Especialmente EM SEU PAÍS!
  • Exija um local transparente! O México, de acordo com o partido pirata mexicano, trata-se de um dos países mais corruptos do mundo e discutir o ACTA só vai fazer todo o processo mais obscuro. Precisamos de um país com melhores padrões de transparência para decidir o futuro do compartilhamento de arquivos na internet. Um lugar onde a mídia não está a serviço do Estado ou vice-versa.

Todos os membros dos Partidos Piratas devem espalhar informações sobre o ACTA, enfatizando-as e divulgando-as como puder.

Atenciosamente,

O Partido Pirata Internacional, Força-tarefa Anti-ACTA.

David Crafti, Austrália
Rodney Serkowski, Austrália
David Xanatos, Áustria
Germain Cabot, Bélgica
Jurgen Rateau, Bélgica
Bogomil Shopov, Bulgária
Jake Daynes, Canadá
Scott Elcomb, Canadá
Mikulas Ferjencik, República Tcheca
Eric Carrara, França
Denis Germain, França
Florian Laute, França
Laurent Le Besnerais, França
Anthony Rondel, França
Ralph Hinterleitner, Alemanha
Marco Confalonieri, Italia
Athos Gualazzi, Italia
Sven Clement, Luxemburgo
Jerry Weyer, Luxemburgo
Mario Arauz, México
Conrado Romo, México
Samir Allioui, Holanda
Cristian Bulumac, Roménia
Aleksandar Blagojević, Sérvia
Nicolas Sahlqvist, Suécia
Patrick Mächler, Suíça
Bethany Jolly, Estados Unidos
Kerbein Glen, Estados Unidos
Ryan Martin, Estados Unidos
Andrew Norton, Estados Unidos
Antonio contra a ACTA e a ALCA, Brasil

[1] http://en.wikipedia.org/wiki/Anti-Counterfeiting_Trade_Agreement
[2] http://wikileaks.org/wiki/Category:ACTA
[3] http://www.edri.org/edrigram/number7.22/acta-mobilizing-to-stop [4] http://action.ffii.org/acta/Analysis
[5] http://keionline.org/acta
[6] http://www.euroispa.org/
[7] http://www.pressreleasepoint.com/eu-council-may-pass-acta-silently-during-parliamentary-recess
[8] http://christianengstrom.wordpress.com/2009/11/10/ip-observatory-in-juri/ e http://christianengstrom.wordpress.com/2009/11/15/question-on-acta-and-the-telecoms-package/


Digam que a Globo não é tendenciosa...

O artigo se chama Zelaya e governo interino confirmam início de diálogo em Honduras e mostra o jeito Globo de fazer notícias. Li o artigo e achei muita coisa irônica, analisando criticamente. Ao final, percebi que toda análise crítica veio de mim mesmo: o artigo não contrapõe versões nem nada disso.

Fato número um: o artigo estampa "Da BBC", porém em poucos parágrafos começa a falar de correspondentes da Globo, denunciando-se: a BBC foi só a fonte para o começo do artigo.

O artigo se refere sempre a Micheletti como "governo interino" e a Zelaya como "presidente deposto" e já começa com a versão do "governo interino" de que "a comunidade internacional de "intimidar" Honduras e de não compreender que o governo interino, liderado por Roberto Micheletti, agiu de acordo com a Constituição do país ao depor Zelaya". Sem mais esclarecimentos sobre o que levou a comunidade internacional a repudiar o golpe de estado. Quem lê e está acompanhando a questão superficialmente vai dizer: é mesmo, os países todos querem se meter em Honduras sem entender como está lá.

A primeira linha depois que cita "Repórter da Globo" já começa com "Em outro comunicado, o regime interino comemorou o anúncio do retorno dos embaixadores dos países da OEA e da União Europeia a Tegucigalpa, e disse que isso "significa o reconhecimento expresso do governo de Roberto Micheletti"." A imprensa internacional publicou que Zelaya pediu a volta dos embaixadores, inclusive a destituição de alguns mundo afora. As nações mundiais agiram em reconhecimento a Zelaya como presidente de direito. Micheletti se faz de doido e a Globo coloca como fato.

O artigo fala: "Também nesta quinta-feira, regime de fato de Honduras acusou o governo brasileiro de "promover" a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya, ao país e afirmou que a embaixada do Brasil em Tegucigalpa se transformou "em uma concentração de pessoas armadas que ameaçam a paz e a ordem pública em Honduras"." Em todas as fotos e relatos, o que vi foi um exército de um país cercando uma embaixada e agredindo aglomerações que se formassem às suas proximidades que não fossem de soldados. Um artigo que li fala que havia apenas um guarda lá dentro, claro, embaixada não é escritório de guerra. Ou o Governo Brasileiro é violento e lota as embaixadas de armas químicas e soldados? O artigo não pára pra questionar a afirmação e, além disso, em momento algum cita os abusos do exército hondurenho ao redor da embaixada: ataques diversos, corte de luz. Não vou me repetir aqui. Quem quiser saber mais, leia meu quadro geral sobre a crise ou consulte qualquer jornal que tenha um mínimo de ética.

Micheletti, diz o artigo, atribuiu a Lula a responsabilidade pelo caos e pelas mortes. Simples assim. Esse argumento vem justamente apoiando a versão da Globo de que o Brasil não deveria se meter. Veja bem, enquanto Lula tem apoio internacional - ONU, USA, países europeus... - em sua ação, a Globo mostra apenas a versão do presidente golpista, que é a única até agora que bate com sua própria versão da história.

O artigo fala de uma manifestação pró-Micheletti e nem sequer deixa entender que existiram tantas manifestações pró-Zelaya, que foram atacadas por policiais e resultaram em tantos presos e feridos. Não fala. Para o artigo globista, é como se o povo hondurenho apoiasse totalmente o regime ditatorial que se instalou.

Como se escreve artigos mostrando o lado de quem está no poder e ignorando a versão do lado mais fraco, que no momento está sob apoio das maiores nações do mundo? Agora venham me dizer que a Globo não é tendenciosa...

-- Cárlisson Galdino

P.S.: Não sou petista, mas nos últimos dias em especial estou muito orgulhoso do nosso presidente e da postura internacional que o país está adotando. E me desagrada muito ver o quarto poder, mais uma vez, distorcer tudo para as massas.

P.S. 2: Como não sei se de repente eles vão tirar o artigo do ar ou editá-lo, veja nos anexos a página completa tal qual está no momento em que escrevi este post.


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