Artigos

Carli Batson

Carli Batson

Capitão Marvel é um super-herói que apareceu pouco depois do Super-Homem. Um super-herói muito mais interessante que o Super, que logo foi reconhecido e se tornou mais popular que ele. Caiu graças às "maravilhosas" leis de Propriedade Intelectual e terminou sendo obtido pela empresa que é dona do Super. Claro que não importa o quanto você seja bom, você não pode competir com a Xuxa se estiver trabalhando na Rede Globo...

Billy Batson é uma criança que termina recebendo os poderes do mago Shazam. Ao pronunciar o nome do mago, ele ganha poderes de seis deuses: a sabedoria de Salomão, a força de Hércules, a coragem de Aquiles, o poder de Zeus, o vigor de Atlas e a velocidade de Mercúrio. Traduzindo para o mundo dos super-heróis, ele vira "um super-homem", com idade, postura e musculatura de super-homem. Super-força, super-velocidade, vôo, etc... Só tem um problema. Mesmo tendo até a sabedoria de Salomão, por dentro ele ainda é uma criança, sendo a ingenuidade seu ponto fraco.

Eu sempre acreditei ter uma mente ágil e perspicaz. Sempre me vi dotado de certa sabedoria. Sempre encarei o mundo com paciência e persistência, mas também sei ser audaz e pioneiro. Acredito ter bom talento artístico também. Também creio ter um apurado senso de justiça, muitas vezes sendo capaz de julgar até mesmo a mim próprio de maneira impessoal. Mas no fundo também sou uma criança por dentro.

Acho que poucos entendem tão bem o que passa o Capitão Marvel quanto eu, sabia? Até mesmo o aparente conflito entre "Sabedoria de Salomão" e "Ingenuidade". E até meu nome parece estar muito relacionado ao herói. Cárlisson... Carli Batson, só que com "Car" no lugar de um "Bil". Mas o "Car" também lembra CApitão mARvel".

Não sei... Talvez eu precise ser uma criança por dentro para manter as coisas em que acredito, para manter vivos os meus heróis. Afinal, como eu já disse outro dia em uma poesia, toda força vem de uma fraqueza...

-- Cárlisson Galdino

À Musa (228d d.K.)

Cretense

Faz meses e meses que a gente se conhece. Ela é a minha musa das últimas poesias que fiz. Quando nos conhecíamos há pouco mais de 22 semanas eu tinha 22 poesias feitas para ela. Já fiz muitas poesias, muitas delas lindas. Mas as que fiz pra ela, com certeza, estão entre as mais lindas. Você pode vê-las agora, aliás, todos os posts que fiz para ela ou por causa dela. Criei uma categoria só para isso. Não deixe de ver Tal qual um lobo!

Seu nome é Kívia, que significa pedra em Finlandês.

Quem me tem no MSN já deve ter visto uma expressão tipo "120d d.K." que eu utilizei por vários dias para compor meu apelido. Isto nada mais é do que um contador de dias desde o dia em que a conheci. Muita coisa mudou desde aquele dia mágico. Hoje é o dia 228 depois de Kívia.

Na foto publicada hoje, a poesia Cretense, até o momento inédita por aqui. Novidade são as fotos dela na poesia. Ela não é linda?

Está bem, aqui vai o papel de parede que fiz pra ela com a poesia Tal qual um lobo:

Tal qual um lobo

Enfim, esta é uma homenagem pública a esta incrível garota. Não, ela não é minha namorada, infelizmente.

(Nossa, já falei tanta coisa nas poesias que publiquei aqui e nas poesias que mandei diretamente pra ela que nem sei se sobrou mais o que dizer de novidade)

Cinco, dentre tantas músicas, que me lembram você:

Kívia, eu te amo! Dê uma chance para nós dois!

-- Cárlisson Galdino

Cretense Dissecada

Cretense Dissecada

Se você quer conhecer os bastidores da poesia Cretense, aqui está em PDF. Explicando passagens da poesia e também a estrutura de ritmo, métrica e rima. Tentei fazer o mais didático possível.

Quem vir, comente depois dizendo o que achou, tá?

[]s

StorYBook: Ferramenta para Escritores

Se você cria histórias já deve ter passado por dificuldade em algum momento para gerenciar personagens, lugares e enredos. Pode ser um personagem que foi cumprir alguma missão no meio da história e você esqueceu, pode ser o retorno de um personagem que você jura que já colocou na história antes e tinha sumido, mas está aparecendo no texto agora pela primeira vez, ou mesmo o uso de informações contraditórias sobre uma mesma pessoa ou lugar.

Claro, com o tempo criamos formas de gerenciar essas coisas. Eu mesmo tenho utilizado páginas de caderno e de wiki para relacionar personagens e acontecimentos. Para Jasmim, por exemplo, tracei no caderno uma linha do tempo até o último capítulo. Também criei ficha da Jasmim como se fosse um personagem de RPG (Sistema Daemon), desde o nível 1 até o nível em que estará no final, com referência ao capítulo onde ela passará de nível.

Bom, se você escreve romances, novelas, peças teatrais, roteiros de cinema ou qualquer coisa do tipo e precisa de uma forma de gerenciar personagens, tenho uma boa notícia para você: existe um software livre muito bom para fazer isso. Feito em Java, ou seja:

  • Lado bom: funciona em Windows, em GNU/Linux e outros cantos onde tenha Java;
  • Lado ruim: você precisa instalar o Java antes e dependendo do equipamento pode ficar um tanto pesado (se bem que hoje em dia isso não deve ser bem um problema).

É o StorYBook, criado e mantido por Martin Mustun. E na versão mais recente, por uma modesta contribuição minha, está também disponível em nosso idioma. Baixe lá no site e veja agora os primeiros passos no uso do programa.

Ao executar o StorYBook, você verá esta tela. Na caixa aparecerão os projetos que já foram criados antes, caso exista já algum. Caso queira criar um novo, clique em Criar Novo Projeto.

Tela de boas vindas do StoryBook

Será perguntado o nome para o projeto. Escreva o nome e clique em Ok.

Digite o nome do projeto

Na janela principal, temos menus bastante intuitivos e uma barra de ferramentas que reproduz as principais opções que estão disponíveis nos menus. Na imagem abaixo você vê os botões para cadastrar personagens, lugares e capítulos. No lado direito, você vê uma lista de persoagens, lugares ou linhas narrativas (você clica na aba em cima dessa lista pra mudar a listagem). Embaixo, um quadro com informações rápidas.

Janela principal do StoryBook

Provavelmente o sistema estará em inglês aí. Se for este o caso, vá no menu File e escolha Preferences. Lá você poderá mudar o idioma para Português Brasileiro.

Antes de mais nada, você deve cadastrar os personagens e lugares. Clicando no botão para cadastrar um novo personagem, você verá a janela abaixo. Coloque nome, sobrenome, abreviação e sexo. Se quiser, pode colocar data de nascimento e falecimento, ocupação do personagem e uma descrição.

Claro que você não preisa cadastrar todos os personagens da história de uma vez, podendo cadastrar novos personagens a qualquer momento da história, mas só poderá colocar nos capítulos referências a eles depois que cadastrá-los, óbvio.

Cadastro de novo personagem

Um lugar é mais simples. Coloque o nome, a cidade, o país e a descrição, sendo os três últimos opcionais.

Cadastrar novo lugar

Para colocar um novo capítulo, escolha a opção e verá uma janela maior que as de cadastro anteriores. Nela, você coloca o número do capítulo e a data. Escolha os personagens e lugares envolvidos (você pode escolher mais de um segurando a tecla Ctrl enquanto clica). Escreva um resumo do capítulo e clique em Ok.

Adicionar capítulo

Utilizando este programa, você vê a lista dos capítulos trabalhados na visão mostrada na imagem abaixo, ou na forma de livro (parecida com a mostrada, onde haverá mais diferença se você usar mais de uma linha narrativa).

Acomapanhando os capítulos

Isso foi só o básico do básico de uso deste programa. Ele oferece muito mais recursos.

Por exemplo, capítulos são agrupados em partes e você pode criar mais partes além da Parte 1.

Você pode ter capítulos seguindo diferentes linhas narrativas. Como Romeu e Julieta, que teria a narrativa da família Montéquio e da família Capuletto. Cada linha narrativa terá uma cor diferente.

Outra coisa muito útil no StorYBook são os relatórios. Você tem relatório de aparecimento de personagem por capítulo, de lugares por capítulo, resumo completo e formatado e alguns outros. O resumo pode ser exportado em vários formatos também.

Ah, não falei sobre "Salvar", não é? Isso porque o StorYBook funciona com um sistema diferente de salvamento, tipo Banco de Dados. Você não lida com arquivos, ele simplesmente salva a cada mudança. Isso significa que você não precisa salvar e tem bem menos riscos de perder seu trabalho.

Enfim, se você escreve qualquer tipo de história, vale a pena dar uma olhada neste programa!

As Bases de um Poeta Completo

Violeiro

Camões falava de Saber, Engenho e Arte em suas poesias. Considero, ao menos em minha interpretação, estas como as três características fundamentais para um poeta completo. Aqui, falo um pouco de cada uma delas na forma como vejo (não há garantia de que seja a forma como Camões pensava, embora ache até possível que de repente tenha sido).

Saber

Um poeta tem que ter o conhecimento do que vai falar. Para poesias filosóficas, conhecer filosofia; para narrar casos acontecidos, traçar bem o que houve. Enfim, tem que ter o tema. Um poeta de muito saber tem jogo de cintura e conhece vários temas. Se for um repentista, tem uma boa desenvoltura temática.

Engenho

Um poeta que não tem noção de ritmo e métrica não é um poeta completo. Essa é a parte que pode "obscurecer" o que o poeta quer dizer, mas é o caminho mais longo o que nos fortalece.

É difícil eu me afeiçoar com poesias modernas, que são poesias para serem declamadas teatralmente e não seguindo um ritmo.

Todas as regras são convenções e podem ser quebradas, mas quem planeja quebrar regras tem que saber o que está fazendo. Regras devem ser seguidas à risca enquanto não as entendemos. Só quando dominamos as regras é que podemos quebrá-las, se quisermos. Nesse ponto, teremos plena ciência de que estamos quebrando onde queremos um efeito diferente do convencional e, para quem também conhecer as regras, isso ficará muito claro.

Um exemplo mais claro dessa postura de conhecimento é a famosa licença poética, que dá liberdade ao poeta para burlar as regras do Português. Erros vindos do desconhecimento nunca foram nem serão licença poética, ela existe para mudanças conscientes nas regras do Português, mudanças que vêm para atender algum interesse do poeta.

Aplique-se o mesmo a métrica, rima, ritmo...

Arte

Esse é o fundamental de um poeta. Isso porque o Saber pode ser adquirido com leitura e o Engenho desenvolvido com o estudo e a prática. Se você tem Saber e Engenho, mas não Arte, produzirá poesias perfeitas estruturalmente, bem organizadas, mas sem vida, incapazes de despertar emoções no leitor.

Por outro lado, é até comum algumas pessoas que têm Arte, mas não Engenho ou Saber. Muitos desses nem tentam fazer poesias, limitando-se a escrever textos muito bem escritos e de agradabilíssima leitura.

Poetas Perfeitos

Um bom caminho para poetas perfeitos é dos violeiros, que desenvolvem a desenvoltura no Saber e aprimoram de maneira sublime o Engenho, quando atentos a ele (pois às vezes forçam métrica esticando sílabas cá e atropelando sílabas acolá). Se o cabra tiver Arte, não há quem segure.

Se quiser aprender mais sobre o Engenho, pesquise os estilos populares. São dos mais ricos e complexos que encontrei.

Para finalizar, uma estrofe de um galope à beira-mar, de Dimas Batista, que demonstra bem a superioridade do violeiro e repentista diante de muitos ditos poetas por aí...

"Eu acho engraçado um poeta de praça
Que passa dois meses fazendo um quarteto
Com um ano de luta, é que finda um soneto
Depois que termina, ainda sem graça
Com tinta e papel, o esboço ele traça
Contando nos dedos pra metrificar
Que noites de sono ele perde a pensar
A fim de mostrar tão minguado produto
Pois desses, eu faço, dois, três, num minuto
Cantando galope na beira do mar."

-- Cárlisson Galdino

Bardo

BR AL Arr
Sou Cárlisson Galdino, da Terra dos Marechais. Seja bem-vindo ao meu lar. Aqui você encontra Opinião e Arte. Use o menu no topo da página.

Iniciar sessão