bala de fuzil
Bala da Piedade
A face do mal se ergue no fuzil
O inimigo segue em ato insano
Eis que o pouco do que tinha de humano
Por um momento essa luz reluziu
Enquanto mirava o sujo andarilho
Por um momento seus olhos fitou
Viu que ele nem ao menos hesitou
Viu que seus olhos perderam o brilho
Era um viajante errante e sem classe
E não era essa a primeira cidade
Saqueando tudo por onde passe
Agora cheio de serenidade
Distanciou o fuzil de sua face
O atingira a bala da piedade
-- Cárlisson Galdino
Face a Face
Mais uma vez no horizonte o sol nasce
Quando ele chega a uma nova cidade
Cidade a qual um exército invade
Mas a dor fez com que ele não notasse
É uma nova manhã e o sol nasce
Mas a maldição que há tanto o invade
O faz andar sem saber a verdade
Por mais que do lugar se aproximasse
E chega à cidade enquanto o sol nasce
Gritos lhe chegam, chegando do norte
Mas pelo norte ele espera que passe
Assustados fogem à toda sorte
Quando o inimigo lhe mostra a face
E lhe ameaça de instantânea morte
-- Cárlisson Galdino
Bala da Maldição
Como se amaldiçoado
Pelo seu próprio passado
Vê-se alvo, e com razão
Da bala da maldição
Vítima de tal lição
Fez sua própria prisão
Já não traz o seu passado
Quão errante tem andado
No bar, um gole de vinho
Sem mais grana pra pagar
Seguindo um torto caminho
Nada lhe fará mudar
E assim prossegue sozinho
A uma bala buscar
-- Cárlisson Galdino
O Andarilho (v.2)
Seguiu a andar sozinho desde então
Tanto que até pensou em se matar
Mas isso só iria piorar
A sua já infeliz situação
Andando só sentia a maldição
Sentindo-se também o próprio mal
Que chegou a matar qual um animal
Sem conseguir conter a frustração
O Sol já não era mais alegria
E toda aquela dor o perseguia
Fôra tomado por tanto tormento
E a partir daquele dado momento
Durante o dia, da luz se escondia
E ao cair a noite, as trevas temia
-- Cárlisson Galdino
Bala Achada (v.2)
Abandona o fuzil
Uma bala veloz
Enquanto escuta a voz
De um guarda do Brasil
E passa de raspão
Por um pobre rapaz
Um que não robou, mas
Chamaram de ladrão
Atravessa a vidraça
Da loja do culpado
Que acusou o coitado
Mas pela loja passa
Por pouco, muito pouco
Não fica em um drogado
E num aposentado
E em um velho louco
Terminou enterrada
Em um trabalhador
Que hoje não trabalhou
Por causa do horóscopo
-- Cárlisson Galdino
- 1
- 2
- 3
- 4
- seguinte ›
- última »





RSS