E no covil...

Estou de volta do II ENSL, que foi muito bom, mas dele - a quem interessar - já falei em outro blog.

Continuando aquele conto Escarlate... Já que vocês parecem ter gostado. Bom, parece até uma outra história e tal, mas é porque a narrativa quebra mesmo para uma mudança de cena. No fragmento anterior, Zand parte em direção a um dragão vermelho que se aproxima e some. Aqui continuamos...


 

Em uma das montanhas da Serra do Fogo...

- Knova, Knova... Nunca mais me procurou...

- Meu caro, preciso ficar só, um pouco ainda.

É Zand conversando com uma ruiva bela e altiva.

- Já fazem 10 anos! Vocês dragões são mesmo muito estranhos.

- Só fazem 10 anos. Incrível como vocês humanos mudam tanto em tão pouco tempo... Pelo que vejo, deixou a música de lado e agora és um guerreiro mesmo.

- Ainda sou bardo! - Zand se deita na poltrona barroca que encontra nessa enorme caverna. - Só estou tentando me aperfeiçoar em outras áreas... Mas se ainda não são saudades, o que te fez me procurar? As pessoas são meio assustadas! Chegar lá daquele jeito...

- E quem é você para me censurar? Zand, o guerreiro-bardo?! Faça-me o favor... Agradeça aos deuses em que acredita o apreço que lhe tenho: já matei muitos por muito menos que essa ousadia!

- Ok, ok... Foi só um comentário. Desculpa, está bem?

- Não, não está.

- Você fica linda quando está com raiva, sabia?

- Seu aprendizado de guerreiro lhe privou do juízo por acaso? Redima-se agora.

- Ok, minha bela...

- E então?

- Está bem.

"Os deuses são fortes
O povo os adora
Por deuses festeja
Luta, ri e chora



 

Sim, sim, meus amigos! O dragão era Knova! Não é exatamente uma idéia original ter dragões capazes de assumirem forma humana, mas neste conto esta característica é fundamental. E já dá pra perceber o porque: os dois já se conhecem de algum tempo.

É, e o Zand, hoje bravo e renomado guerreiro, era um bardo no passado. Bardo no sentido AD&D, ou seja, um aventureiro trovador. Inclusive, foi nesse tempo que ele conheceu Knova. Mas, bem, parece que eu estou repetindo o que o fragmento já diz, né? A sacada é que rolou alguma coisa entre Zand e Knova há 10 anos e hoje ela o procura, mas sem demonstrar muita emoção em revê-lo.

Claro, aí partimos para um outro aspecto de dragões. Dragões são absurdamente orgulhosos, pelo menos os vermelhos. Talvez não os dragões da cultura chinesa, mas os de cenários de fantasia medieval certamente são. Orgulhosos, muito inteligentes e vivem muito. Acho que com isso já dá pra perceber que neste conto o que há (ou houve)entre os dois tem um peso especial, né? ;-)

O repente que Zand faz pra acalmar Knova está pronto, mas publiquei só uma quadra. Depois publico o resto, junto com o próximo fragmento.

Considerações? Sugestões? Etcéteras? 


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