Este é mais um fragmento do conto Escarlate... Zand conversa com o dono de uma pousada que o conhecia de longa data.
- Wrivee, meu velho... Ainda se lembra de mim, não?
- E como poderia esquecer? Quantas vezes veio a meu estabelecimento! E quantas vezes ficamos na porta, entretidos por suas canções!
- Pois é, bons tempos aqueles, não?
- Bons tempos...
- Gosta do amigo Zand, não? Então posso te pedir um favor?
- Claro que sim, no que eu puder ajudar.
- Por favor, mantenha minha estadia em Diwed em segredo.
- Mas por quê?
- Estou em uma missão importante e sigilosa. Totalmente sigilosa.
- E o que houve com o velho Zand alegre? Está tão... diferente!
- É, meu velho Wrivee... Ser bardo é teimar com o mundo. Buscar alegria enquanto todos estão entretidos com suas próprias misérias, tentar trazer alegria, ensinar e mostrar como as coisas realmente são. ...Mas isso um dia cansa.
- Não entendo.
- É inevitável, é o que posso dizer. Toda estrela brilha, mas se apaga um dia, quando morre. Mas alguns se apagam antes de morrerem. Eu sei, é confuso, meu amigo, mas é assim que as coisas são. Terei um longo dia, e ninguém pode me reconhecer por aqui. Pode fazer esse grande favor para um velho amigo?





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