
Ainda que pouca a força, essa me bastaria
Pra a arte concertar em dias de vis ventos
Para que lembrem que não existe som igual
Ao da arte verdadeira, por isso que venho
Pois já faz tempo que abandonaram o engenho
Deixaram o saber pelo que é incidental
Porém não se admite que esses pensamentos
Dispersos numa folha sejam poesia
Talvez se houvesse força e sublime magia
Em meus versos então, de um forma direta
Pudesse em quem os visse despertar a arte
Mas como para tal me falta grande parte
Quiçá ainda apareça um sublime poeta
Que traga vida nova à nossa poesia
-- Cárlisson Galdino
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