Peixe-boi no Deserto

Já fui ao fundo do abismo
E quase sobrevivi
Já estive junto aos deuses
Lá era como é aqui
Já vi futuro e passado
Só no meu quarto sentado
Quase de tudo já vi

Já me perdi numa reta
Desentortei a estrada
Já fui senhor de um reinado
Já lutei só e sem nada
Já aplaquei dois rivais
Já ganhei Nobel da Paz
Já forjei mi'a própria espada

Já enfrentei pesadelos
Já tive noites tão boas
Já criei mundos imensos
Criei seres e pessoas
Já protegi navegantes
Com raiva, noutros instantes
Já destruí mil canoas

Já forjei versos sublimes
Fiz do comum, diferente
Já expliquei pra transeuntes
O que quase não se entende
Fiz dormir feras astrais
Já acalmei vendavais
Fiz revidar quem se rende

Mas de que vale o poder
De com uma simples canção
O Sol ao dia trazer
[O] que posso ou fiz é em vão
Sou peixe-boi no deserto
Se no mundo de concreto
Não estou no teu coração

-- Cárlisson Galdino


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