Tal qual um lobo
Se acaso virem uma deusa de olhos castanhos-verde-mar,
princesa da Água e do Ar,
dançando como árabe noite adentro
ao som da chuva e do vento,
com a Lua na mão como um leque,
digam-lhe na língua dos deuses, dos homens do oeste
- ou na língua que quiserem! -
que meu coração é seu.
Eu sou o andarilho do Sol escaldante e da noite sem fim.
Sou aquele que reúne a sabedoria dos tempos,
enquanto vaga pelo mundo em busca da própria sabedoria.
Sou o poeta da dor insuportável e da inesquecível alegria,
o poeta do que precisa ser dito.
Sou o cavaleiro da Terra e do Fogo,
irmão de Apolo, Febo ou Musageta,
que luta sem armas, só com o coração.
Simplesmente sou o Bardo.
O Bardo que, tal qual um lobo que uiva nas montanhas hostis,
se rendeu ao brilho de uma deusa,
que o olha dentre as estrelas...
-- Cárlisson Galdino





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