eneassílabos
A Terceira Bala
Todos tentam disparar e nada
Nada sai e resolvem lutar
Pelas armas deixaram espadas
Terá que ser ao modo vulgar
E com fúria fazem a peleja
Com seus punhos, braços e suas pernas
As de mesa, frascos de cerveja
Destruindo assim toda a taverna
Mas o líder de novo atingido
Pelo além pra ir sem despedida
Uma chance de mudar a vida
Mas o líder sequer dá ouvidos
A bala tenta na terceira vez
É dessa vez uma bala perdida
-- Cárlisson Galdino
Bala do Isolamento
Segue com os homens com o ouro do povo
Deixou o suicida sozinho na cidade
Estaria pronto para fazer de novo
Por necessidade, prazer ou maldade
Pela manhã seguem sem nenhum esforço
Pelo meio-dia o Sol neles arde
Então páram para o descanso e o almoço
Depois continuam, até o fim da tarde
Chegam à floresta co'a noite já caindo
Acendem fogueiras. E um acampamento
A Lua deseja boa noite, sorrindo
Mas ele se acorda por obra vento
No meio da noite, aliados dormindo
Vem dos céus a bala do isolamento
-- Cárlisson Galdino
Duelo Recusado
E caminha em direção à ponte
Iniciando uma bela história
Que talvez alguém um dia conte
Pois abriu mão do poder e glória
Aparece a ponte à vista
Mas havia dois vultos à espera
À espera também quem assista
À luta de homens como feras
São dois que queriam duelar
C'o mor pistoleiro que existiu
Avisam e mandam começar
Ele apenas pega o item frio
Como nada o fará lutar
Simplesmente joga a arma no rio
-- Cárlisson Galdino
Criação Explosiva
No centro da terra que fica ao norte
Um homem idoso sedento seguia
Um homem ansioso por se mostrar forte
E por isso em invenções se perdia
E trabalhava até de madrugada
Buscava a força e a luz do trovão
Já não bastava se lutar com espada
Ele quis mais e não pesquisou em vão
Tal homem lançaria a nova linha
Numa louca busca que o iludiu
E a testou, com a dedicação que tinha
E sua casa em segundos explodiu
Nesse dia a pólvora à Terra vinha
E nela nascia a bala de fuzil
--Cárlisson Galdino
A Luta Final
Preparado todo o arsenal
A coragem na ponta da espada
E à espera apenas de um sinal
Vê a arena quase que lotada
O inimigo tem força animal
Mas não se desistirá por nada
Se é forte o temeroso rival
Que maior força seja encontrada
Às vezes nenhuma jóia rara
O nosso destino nos separa
E não conta o quanto se garimpa
Mas se luta ainda assim, com raça
Pois a luta não é pela taça
E sim pela consciência limpa
-- Cárlisson Galdino
P.S.: Foto original de bergie.
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