Tuas palavras sempre me transformam
Como substâncias químicas num caldeirão
Reações tantas sob a superfície
Entre traumas e lampejos de compreensão
E passo os dias nessa estranha forma
Induzida involuntária de evolução
-- Cárlisson Galdino
Tuas palavras sempre me transformam
Como substâncias químicas num caldeirão
Reações tantas sob a superfície
Entre traumas e lampejos de compreensão
E passo os dias nessa estranha forma
Induzida involuntária de evolução
-- Cárlisson Galdino
Oh, meu amigo, o que irás fazer
Quando o Futuro te virar as costas?
Não há mais farras
Não há mais planos
Oh, meu amigo, o que irás fazer
Quando não houver mais programação
Nada no rádio
Ou televisão
Oh, meu amigo, o que irás fazer
Sem futebol, encontros, videogames
Sem Internet
Livros de história
Quando não houver mais anestesia
O mundo de que foges se abrirá
Com as frustrações
O que fará?
-- Cárlisson Galdino
Se acaso virem uma deusa de olhos castanhos-verde-mar,
princesa da Água e do Ar,
dançando como árabe noite adentro
ao som da chuva e do vento,
com a Lua na mão como um leque,
digam-lhe na língua dos deuses, dos homens do oeste
- ou na língua que quiserem! -
que meu coração é seu.
Eu sou o andarilho do Sol escaldante e da noite sem fim.
Sou aquele que reúne a sabedoria dos tempos,
enquanto vaga pelo mundo em busca da própria sabedoria.
Sou o poeta da dor insuportável e da inesquecível alegria,
o poeta do que precisa ser dito.
Sou o cavaleiro da Terra e do Fogo,
irmão de Apolo, Febo ou Musageta,
que luta sem armas, só com o coração.
Simplesmente sou o Bardo.
O Bardo que, tal qual um lobo que uiva nas montanhas hostis,
se rendeu ao brilho de uma deusa,
que o olha dentre as estrelas...
-- Cárlisson Galdino
Um emblemático pé de gnomo
E um dragão verde
Dois cometas se cruzam lá no céu
O que é real?
Dizem que o dragão verde vem do espaço
Mas e o gnomo?
Por entre as plantas sempre tem quem viu
E ainda vêem
Há quem não acredite nessas coisas
Prefiram outras
Mas caixas pretas só são úteis quando
Há um acidente
O certo é que há um mundo gigantesco
Ao nosso alcance
Além da sua janela na varanda
É só sair
E há dragões, gnomes, índios, lobos?
Bem podem ter
Há quem diz conviver com esses e outros
Quer não tentar?
Além de todo esse estranho alvoroço
Só sei que estou
Em meu castelo na torre espiral
Vivendo em paz
E além de tudo isso que é ficção
Eu vejo um panda
Eu vos garanto que pandas existem
Bem, por enquanto...
-- Cárlisson Galdino
Sua voz me persegue pela noite
Se é noite isso que você deixou
A tristeza é tanta
Efeito isopor
Que luz tão forte quase ofuscante
A sua pele sempre me irradia
Em curvas perfeitas
E assim me traz dia
Você me deixou assim tão leve
Sem nada no mundo
Sem seu esplendor
E desde então tudo se repete
As horas em vão
A alma vazia
-- Cárlisson Galdino
Sou Cárlisson Galdino, da Terra dos Marechais. Seja bem-vindo ao meu lar. Aqui você encontra Opinião e Arte. Use o menu no topo da página.