heterométricos
Ansiedade
Há algo errado
Numa viagem comum
Não foi nada natural
O tempo ficou parado
Há algo errado
Tudo que nunca se via
A paisagem verde e anil
Era uma fotografia
Há algo errado
É sua ansiedade
Por deixar o seu passado
Por rixa ou necessidade
Mesmo sentindo algo errado
Ele alcança a cidade
-- Cárlisson Galdino
Tristeza na Festa (v.2)
O povo agora berra
Ao grande vencedor
Que matou sem temor
Seu parceiro de guerra
Seu único aliado
Morto por suas mãos
Eram como irmãos
Hoje está acabado
Torcedores radicais
Comemoram pelas ruas
A morte de alguém por trás
Só restam tristezas suas
E sua arma não quer mais
E o rio agora tem duas
-- Cárlisson Galdino
Cárcere da Arte
Você pelas margens do meu caderno
Não te quero
Em juras e loucuras sem sentido
Como uma musa d'além desse mar
Você Deusa de um mundo de poesias
Não te quero
Recriada por mim para o planeta
Não te quero Garota de Ipanema
Você espalhada à toa em minha agenda
Não te quero
Salta logo do Cárcere da Arte!
Teu lugar é aqui perto de mim
-- Cárlisson Galdino
Palavra de Poder
Tuas palavras sempre me transformam
Como substâncias químicas num caldeirão
Reações tantas sob a superfície
Entre traumas e lampejos de compreensão
E passo os dias nessa estranha forma
Induzida involuntária de evolução
-- Cárlisson Galdino
Quando Acabar a Anestesia
Oh, meu amigo, o que irás fazer
Quando o Futuro te virar as costas?
Não há mais farras
Não há mais planos
Oh, meu amigo, o que irás fazer
Quando não houver mais programação
Nada no rádio
Ou televisão
Oh, meu amigo, o que irás fazer
Sem futebol, encontros, videogames
Sem Internet
Livros de história
Quando não houver mais anestesia
O mundo de que foges se abrirá
Com as frustrações
O que fará?
-- Cárlisson Galdino




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