redondilhas menores
O Soldado
Voltou o soldado
Ao campo minado
Na nova batalha
De novo metralha
Pela catarata
Do topo da mata
Mata quem tentou
Lutar e fracassou
As bombas explodem
Acertá-lo podem
Mas ele não pára
Na tropa dispara
Metia a cara
De coragem rara
Mas a morte lhe riu
Por seu próprio fuzil
-- Cárlisson Galdino
Cordel do GNU/Linux

Tem gente que pensa
Que computador
É calculadora
Mal lhe dá valor
Mas ele é bem mais
Que pode supor
Tem gente que pensa
E pensa saber
O que é o negócio
Chamado PC
Pensando que é só
Máquina de escrever
Mas computador
É bem mais que isso
É um equipamento
Robusto e preciso
Que é diferente
De tudo que é visto
Para funcionar
Precisa programas
E o programador
Vivia um drama
Sem poder dormir
Tranquilo na cama
O computador
E um bicho danado
Dentro tanta coisa
Fora outro bocado
Monitor de vídeo
E mouse e teclado
Prisão Compressora

O branco das paredes
Que brota do nada
A bota deixada
Aos pés do sofá
A fúria solar
Mas não vem do Sol
Mas sim de um anzol
Que de lá tiraram
As paredes brilham
Cada vez mais perto
Silêncio, deserto
Explode a pressão
As paredes, o chão
Comprimem, o teto
-- Cárlisson Galdino
P.S.: Imagem original: underground corridor de d5e.
Continuidade
Se faz novo dia
Uma nova noite
No vermelho céu
Vira o entardecer
E a luz da harmonia
Tem um berço novo
Folhas, não papel
Soltas por querer
O Sol vê a Lua
No sublime espaço
Já em despedida
A Noite é só sua
Nas águas de março
Uma nova vida
-- Cárlisson Galdino
P.S.: Foto de temporalata . Nesta não apliquei nenhum efeito: a foto já estava assim mesmo.
Resposta em Menores
Meu irmão Apolo
Pediu pra fazer
Poemas-canções
À altura dos seus
Co'a força de Zeus
De seus mil trovões
Eis sons de poder
Não mais ais de um solo
Seus sons divinais
Sei, vestem mil truques
Mas veja o que canto
Dos seus, longe e tanto
Mas já são batuques
Aos sons dos mortais
-- Cárlisson Galdino
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