quebra forte
Duas Águias
A águia negra vê a águia branca vindo
Mergulha do alto num mergulho lindo
E quando ela cai, o grande esplendor
A águia negra voa bem mais que um condor
Com fervor a águia negra a alcança
Impedindo a queda, nasce uma esperança
A águia branca vive, embora cansada
Tão bela, tal cena parece encenada
A águia negra a toma, com todo o cuidado
Todo o mal que havia, bem antes herdado
No exato momento se desintegrava
A águia dona d'olhos tão sublimes pega
A águia negra voa, pra longe a carrega
Pois achou a vida que ela procurava
-- Cárlisson Galdino
OVNI
Veja: já se foi a viga de Apolo
Não é dela a luz que nos chega ao solo
É agora a Luna que tem o direito
D'essa luz nos dar, bela desse jeito
Quem mais brilha nesse período noturno
Não será Apolo: já acabou seu turno
Brilham muito pardas estrelas no céu
E jamais iriam mudar seu papel
De quem será, pois, essa luz tão linda
Que aqui nessa Terra não se vira ainda
Nesses tantos anos nada a isso igual
Será que teria Apolo enlouquecido?
Ou é uma estrela que tenha descido
Outra carruagem, de um arqui-rival?
-- Cárlisson Galdino
O Monstro de Pedra e Gelo
Num reino distante, não se sabe onde
Nasceu com tal brilho, da Deusa do Amor
A luz das estrelas que seu rosto esconde
Seu olhar refaz e brilha 'inda mais
Um raio bizarro de pedra e de gelo
Caiu quando o canto da bela princesa
Caiu por espadas sujas, indomadas
Por medo ou mais, inveja talvez
Tomando o céu a treva surgia
Tornando o mundo inteiro em noite
Em todo lugar, a fúria sombria
Falham os guerreiros, mesmo renomados
Pra se fazer dia, só ela podia
Despertar o Sol com um beijo seu
-- Cárlisson Galdino




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