fragmentos

Um novo mundo

Só lembrando: o livro Sinas - Copos e Minas está com seis capítulos prontos. Estou no sétimo agora. Ainda tem muita coisa pela frente... Veja o fragmento do começo do sétimo capítulo.


 

O mais estranho é que nada disso parece real. Sabe quando você está num sonho e sabe que é um sonho? É exatamente isso aqui...

Não dá pra ver o céu além da copa das árvores, só um ambiente estranho, mesclando escuridão e brilhos verdes naquele meio mundo de folhas lá em cima. Não sei porque, mas algo me diz que o céu daqui não seria uma visão muito boa...

Pelo visto os outros três estão tão admirados quanto eu. O Jardel está sentado no chão olhando em volta. Deve estar pensando "Como foi que a gente veio parar aqui?".

 

Sinas, Capítulo 6

Acabo de concluir o capítulo 6 do romance Sinas - Copos e Minas. Vejam um dos parágrafos do capítulo..


Eu acho que entendo um bocado de silêncio... Já estive com ele muitas vezes. Às vezes é um bom companheiro, que ajuda a escrever. Outras horas irrita. Tem vezes que parece que rasga a gente e dá vontade de fazer barulho pra se defender. É por isso que às vezes eu ligava a TV só pra ficar passando de canal... Pra esconder esse silêncio irritante.


Vejam o capítulo todo ou todos os capítulos escritos até o momento.

Estrelas que Apagam

Este é mais um fragmento do conto Escarlate... Zand conversa com o dono de uma pousada que o conhecia de longa data.



- Wrivee, meu velho... Ainda se lembra de mim, não?

- E como poderia esquecer? Quantas vezes veio a meu estabelecimento! E quantas vezes ficamos na porta, entretidos por suas canções!

- Pois é, bons tempos aqueles, não?

- Bons tempos...

- Gosta do amigo Zand, não? Então posso te pedir um favor?

- Claro que sim, no que eu puder ajudar.

- Por favor, mantenha minha estadia em Diwed em segredo.

- Mas por quê?

- Estou em uma missão importante e sigilosa. Totalmente sigilosa.

- E o que houve com o velho Zand alegre? Está tão... diferente!

- É, meu velho Wrivee... Ser bardo é teimar com o mundo. Buscar alegria enquanto todos estão entretidos com suas próprias misérias, tentar trazer alegria, ensinar e mostrar como as coisas realmente são. ...Mas isso um dia cansa.

- Não entendo.

- É inevitável, é o que posso dizer. Toda estrela brilha, mas se apaga um dia, quando morre. Mas alguns se apagam antes de morrerem. Eu sei, é confuso, meu amigo, mas é assim que as coisas são. Terei um longo dia, e ninguém pode me reconhecer por aqui. Pode fazer esse grande favor para um velho amigo?

A missão de Zand

Continua o diálogo de Zand com a ruiva Knova (o certo é dragão fêmea ou dragoa?) parte do conto Escarlate



- Há três dias me roubaram algumas coisas. E antes que me venha com piadinhas, para que não precise puní-lo por isso, eram um grupo de ladrões furtivos e com magos em seu meio.

- Deixa ver... E você quer que eu descubra quem foi?

- Sim, e traga de volta a mim meus bens. E essa escória para que possa puní-la.

- Ok, interessante. Mas como vou encontrá-los?

- Pelas obras que roubaram, certamente. Eu fiz a relação. Está na primeira gaveta daquela estante. Como você sabe, meus pertences não são vulgares. São únicos. É por eles que você vai rastrear quem os roubou.

- Ok, entendido. Só não entendi uma coisa... Com todo o respeito, você não poderia pesquisar isso na forma humana? Você é linda nessa forma também!

Ela pára um pouco e respira fundo, de costas para Zand.

- Você é bem mais eficaz que eu ao lidar com outros humanos, e para conseguir informações no seu submundo.

- Ah, obrigado! Primeira vez que ouço um elogio seu?! Estou comovido...

- Elogio?! E quem disse que eu considero aprazível saber lidar com humanos nojentos e sem honra?



Hmmm... Acho que a partir daqui só vou colocar um ou outro diálogo deste conto, diálogos que não estraguem a supresa de momentos-chave da história, né? ;-)

E no covil...

Estou de volta do II ENSL, que foi muito bom, mas dele - a quem interessar - já falei em outro blog.

Continuando aquele conto Escarlate... Já que vocês parecem ter gostado. Bom, parece até uma outra história e tal, mas é porque a narrativa quebra mesmo para uma mudança de cena. No fragmento anterior, Zand parte em direção a um dragão vermelho que se aproxima e some. Aqui continuamos...


 

Em uma das montanhas da Serra do Fogo...

- Knova, Knova... Nunca mais me procurou...

- Meu caro, preciso ficar só, um pouco ainda.

É Zand conversando com uma ruiva bela e altiva.

- Já fazem 10 anos! Vocês dragões são mesmo muito estranhos.

- Só fazem 10 anos. Incrível como vocês humanos mudam tanto em tão pouco tempo... Pelo que vejo, deixou a música de lado e agora és um guerreiro mesmo.

- Ainda sou bardo! - Zand se deita na poltrona barroca que encontra nessa enorme caverna. - Só estou tentando me aperfeiçoar em outras áreas... Mas se ainda não são saudades, o que te fez me procurar? As pessoas são meio assustadas! Chegar lá daquele jeito...

- E quem é você para me censurar? Zand, o guerreiro-bardo?! Faça-me o favor... Agradeça aos deuses em que acredita o apreço que lhe tenho: já matei muitos por muito menos que essa ousadia!

- Ok, ok... Foi só um comentário. Desculpa, está bem?

- Não, não está.

- Você fica linda quando está com raiva, sabia?

- Seu aprendizado de guerreiro lhe privou do juízo por acaso? Redima-se agora.

- Ok, minha bela...

- E então?

- Está bem.

"Os deuses são fortes
O povo os adora
Por deuses festeja
Luta, ri e chora



 

Sim, sim, meus amigos! O dragão era Knova! Não é exatamente uma idéia original ter dragões capazes de assumirem forma humana, mas neste conto esta característica é fundamental. E já dá pra perceber o porque: os dois já se conhecem de algum tempo.

É, e o Zand, hoje bravo e renomado guerreiro, era um bardo no passado. Bardo no sentido AD&D, ou seja, um aventureiro trovador. Inclusive, foi nesse tempo que ele conheceu Knova. Mas, bem, parece que eu estou repetindo o que o fragmento já diz, né? A sacada é que rolou alguma coisa entre Zand e Knova há 10 anos e hoje ela o procura, mas sem demonstrar muita emoção em revê-lo.

Claro, aí partimos para um outro aspecto de dragões. Dragões são absurdamente orgulhosos, pelo menos os vermelhos. Talvez não os dragões da cultura chinesa, mas os de cenários de fantasia medieval certamente são. Orgulhosos, muito inteligentes e vivem muito. Acho que com isso já dá pra perceber que neste conto o que há (ou houve)entre os dois tem um peso especial, né? ;-)

O repente que Zand faz pra acalmar Knova está pronto, mas publiquei só uma quadra. Depois publico o resto, junto com o próximo fragmento.

Considerações? Sugestões? Etcéteras? 

Bardo

BR AL Arr
Sou Cárlisson Galdino, da Terra dos Marechais. Seja bem-vindo ao meu lar. Aqui você encontra Opinião e Arte. Use o menu no topo da página.

Iniciar sessão