Filosofia

Filosofia.

O Que Inspira

Poeta

De onde vem a inspiração do poeta? Depende do poeta. Poeta é um sujeito engraçado que precisa de algum componente externo para transformar em arte.

Há os que transformam informação em arte. Vertentes filosófica recém-aprendidas, notícias do cotidiano, descobertas científicas... E a poesia pode se tornar uma forma de facilitar a memorização desse conhecimento. Qualquer coisa que empolgue e passe por seus olhos ou ouvidos.

Há os colecionadores de histórias, que narram romances em versos. Histórias de amor impossível, batalhas perdidas, viagens e aventuras. Sempre histórias de outros, sejam de carne e osso ou sejam personagens.

Há os guerrilheiros, que transformam a Poesia num rifle e partem para a batalha, denunciando injustiças, expondo ao mundo problemas que poucos conhecem ou que todos conhecem, mas poucos querem reconhecer. Fazendo da arte uma ferramenta de transformação social.

E há os que transformam sofrimento. Um imenso amor não correspondido, a perda terrível, a dor, meramente a dor. E a arte se torna uma terapia: falar da dor minimiza a dor sentida. Quantas obras divinas foram feitas desta forma, vindas das profundezas de um poeta que sofre?

Quantos tipos de poeta há mais? Os religiosos? Os cômicos, que usam a poesia como mero entrenimento? Há também os que misturam diversos gêneros. E há quem domine o dom da Poesia, podendo escrever o tipo de poesia que bem entender quando bem entender. Estes são poetas que dominaram seu talento e são capazes de fazer arte, mas sempre se surpreenderão com a inigualável grandeza daqueles outros poetas que ainda não "evoluíram". Aqueles poetas nos quais a Arte vive livre para ir e vir quando bem entender. E daí se às vezes demora a vir? Se quando vem, sempre traz toda a cor da primavera ou a fúria de um inverno glacial ou de um verão sertanejo? Bem melhor do que viver um eterno outono...

-- Cárlisson Galdino

P.S.: Foto utilizada de garryknight.


Pára o mundo que eu quero descer!

Parece que a moda agora é fazer leis para prejudicar os cidadãos sob pretexto de combater crimes digitais! Todos sabemos que por trás dessas supostas boas intenções de combater fraudes e pedofilia, existe na verdade a pressão de grandes empresas do modelo antigo de Copyright, desesperadas para impedir que a Internet continue a prejudicar seu arcaico e injusto modelo de negócios.

Não dá pra impedir uma tecnologia porque ela está prejudicando alguém. Toda tecnologia sempre prejudica alguém, é inevitável. Robôs diminuem a necessidade de pessoas nas linhas de montagem, não dá pra negar. Claro que nesses casos se recomenda reaproveitamento dos funcionários ao invés da demissão em massa... Se fosse proibido o uso de robôs porque aumentaria o desemprego? Se fosse proibida a fabricação de postes com luz elétrica porque tiraria o emprego de acendedores de lampião? Se fosse proibida a fabricação de impressoras a laser e a jato de tinta porque tirariam o emprego de calígrafos e gráficas?

As regras do jogo mudam e todos devem se adaptar. Alguns se prejudicam para a esmagadora maioria se beneficiar. É assim que a evolução é.

Hoje na França há uma lei que pune internautas que baixarem arquivos protegidos por copyright, impedindo-os de acessar a Internet por longos períodos. No Brasil, temos o AI-5 Digital querendo nos tirar meio mundo de direitos. E mais uma lei parecida com a francesa está em cogitação por aqui. Na China, o Governo quer obrigar fabricantes de PC a colocarem filtros de conteúdo nos próprios computadores Desktop. E tanta coisa acontecendo lá fora... O que tá havendo com o mundo!? Alguém me explica por favor!

Empresas fazem qualquer coisa por dinheiro. Destroem florestas,destroem vidas, subvertem leis... Não há como não temer o futuro...(será que podemos confiar que há uma luz no fim do túnel?)

Cross-posting: Trezentos.


Os Degraus da Academia

Antes de mais nada, terminei nem dizendo por aqui. A convite do Sergio Amadeu (obrigado, grande Sérgio, pelo convite!), entrei para os Trezentos. Meu primeiro artigo lá foi este, que agora reproduzo. Confiram a iniciativa coletiva Trezentos! Tem muitos artigos bons por lá e uma galera massa.

Estranho esse mundo acadêmico… O Sistema quer que você não tenha personalidade científica nenhuma, seja um zero assumido. Definido um tema para fazer a monagrafia, espera-se que você não saiba onde quer chegar e simplesmente leia. Leia feito um condenado o trabalho de outros que, supostamente bem mais sábios que você, já trataram do tema. Então, você conclui o seu trabalho, que é feito no fim das contas de 5% de palavras suas, 95% de citações, afinal sua palavra não tem qualquer valor.

Na prática a gente sabe que nunca funciona assim. Como se diz, “Na prática a teoria é outra” (e lá vou eu com citações também…). Na prática a gente sabe exatamente onde quer chegar. Frequentemente sabemos sim. Mas impedidos de dizer o que queremos, somos obrigados a vasculhar bibliografias. Não em busca de gente que tratou do tema, mas em busca de gente que disse exatamente o que queremos dizer. Não importam quem são esses sábios desconhecidos para nós. O que importa é que a Academia os reconhece como sábios. Assim como seremos conhecidos como sábios com o passar do tempo e à medida em que tenhamos trabalhos científicos publicados.

Não sei vocês, mas acho tudo isso muito estranho…


Arautos da Realidade

Muitos de nós durante a infância cultivamos sonhos. A pureza nos faz alimentar sonhos de um mundo justo, sonhos de profissões excêntricas. Sonhos para nós, para o mundo, para o planeta, diversos tipos de sonhos.

Alguns desses sonhos não têm muito sentido mesmo. Ser picado por um inseto radioativo e ganhar super-poderes por causa disso, por exemplo.

Outros sonhos, por parecerem tão nobres ou tão interessantes, nos perseguem até a idade adulta.

O problema desses "sonhos coerentes" é que a Vida sempre nos coloca em prova: "Você acredita mesmo nesse sonho? É capaz de sacrificar parte importante da sua vida e do seu futuro por ele?" É neste ponto que a maioria das pessoas desiste, ao ver que seu sonho exige grandes sacrifícios. Muitos ainda ligados aos seus sonhos. Ao desistirem, precisam matar uma parte de si mesmos.

Isso cria uma ilusão de que este era o único caminho possível, uma ilusão necessária para que se sinta feliz ("Se eu tivesse sido músico hoje estaria pobre, não estaria bem de vida como estou"). E o que acontece com tais pessoas quando se deparam com outros perseguindo os próprios sonhos?

O balde de água fria que eles jogam em quem sonha tem um pouco de cuidado e desejo de evitar que os sonhadores sofram com algo supostamente impossível. Por outro lado, se o sonhador vencer vai significar que o sonho era possível e foi morto em vão.

Quando te disserem insistentemente para botar o pé no chão, que seu sonho é fantasioso e não vale a pena, não dê ouvidos: a decisão é somente sua. Também não tenha raiva desses "arautos da realidade". Eles são crianças como você e eu. Mas são crianças que foram obrigadas a matar o bichinho de estimação de que mais gostavam...

-- Cárlisson Galdino


Arautos da Realidade

Muitos de nós durante a infância cultivamos sonhos. A pureza nos faz alimentar sonhos de um mundo justo, sonhos de profissões excêntricas. Sonhos para nós, para o mundo, para o planeta, diversos tipos de sonhos.

Alguns desses sonhos não têm muito sentido mesmo. Ser picado por um inseto radioativo e ganhar super-poderes por causa disso, por exemplo.

Outros sonhos, por parecerem tão nobres ou tão interessantes, nos perseguem até a idade adulta.

O problema desses "sonhos coerentes" é que a Vida sempre nos coloca em prova: "Você acredita mesmo nesse sonho? É capaz de sacrificar parte importante da sua vida e do seu futuro por ele?" É neste ponto que a maioria das pessoas desiste, ao ver que seu sonho exige grandes sacrifícios. Muitos ainda ligados aos seus sonhos. Ao desistirem, precisam matar uma parte de si mesmos.

Isso cria uma ilusão de que este era o único caminho possível, uma ilusão necessária para que se sinta feliz ("Se eu tivesse sido músico hoje estaria pobre, não estaria bem de vida como estou"). E o que acontece com tais pessoas quando se deparam com outros perseguindo os próprios sonhos?

O balde de água fria que eles jogam em quem sonha tem um pouco de cuidado e desejo de evitar que os sonhadores sofram com algo supostamente impossível. Por outro lado, se o sonhador vencer vai significar que o sonho era possível e foi morto em vão.

Quando te disserem insistentemente para botar o pé no chão, que seu sonho é fantasioso e não vale a pena, não dê ouvidos: a decisão é somente sua. Também não tenha raiva desses "arautos da realidade". Eles são crianças como você e eu. Mas são crianças que foram obrigadas a matar o bichinho de estimação de que mais gostavam...


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