Poesias
Balas de Prata
Numa mansão abandonada
Já sabe o que vai encontrar
Mas como já não teme nada
Ainda assim ousa enfrentar
A besta de seus pesadelos
Que destruira a sua vida
Nada mais poderá detê-lo
Vingança quer ser conseguida
Já transpôs os portões com toda
Precaução e cruzou a mata
No castelo a fera se esconde
Na arma seis balas de prata
Ao vê-la dispara seis balas
Se some pelas balas ratas
-- Cárlisson Galdino
Trégua
Apossa-se mais uma vez
Da grana que não lhe pertence
E foge assim sem se importar
Se o seu time perde ou se vence
O dinheiro veio por roubo
E agora será diferente
Ele paga caro um eqüino
E se vai dali velozmente
Montanhas, florestas e pontes
Percorre sobre sua égua
Só pára pra deixar uns contos
Após uns milhares de léguas
Vê a cidade de seus sonhos
E as nuvens armadas dão trégua
-- Cárlisson Galdino
Quebra-Cabeça
Esta é a letra de abertura da série Escarlate II. Foi escrita em parte pensando na visão da Eve sobre o mundo. Um dia a gente grava e libera o MP3. De qualquer forma, o arranjo de baixo e acordes-base já estão criados. Espero que gostem. ;-)

A vida é uma estrada pra quem já sabe exatamente onde pretende chegar
Sem bússola ou mapa, sem GPS, sem quase ninguém com quem se possa contar
A vida é um jogo pra quem tem planos e não tem medo nenhum de apostar
As cartas na mesa, as cartas nas mangas, o blefe, o coringa e a cartada final
A vida é uma guerra pra quem acorda no mundo com uma conquista a fazer
As armas, as táticas, as vitórias e as derrotas de olho no amanhã
Às vezes ganha quem perde
Às vezes não há perdão
Quando tudo começa a fazer sentido
Quando tudo parece se encaixar
O quebra-cabeça...
É só mais uma peça!
Não é Damas, é Xadrez
É só mais uma peça!
A guerra leva mais um mês
É só mais uma peça!
É tão pouco tudo o que você fez
É só mais uma peça!
Não é Damas, é Xadrez
É só mais uma peça!
A guerra leva mais um mês
É só mais uma peça!
O jogo ainda não acabou...
-- Cárlisson Galdino
A Terceira Bala
Todos tentam disparar e nada
Nada sai e resolvem lutar
Pelas armas deixaram espadas
Terá que ser ao modo vulgar
E com fúria fazem a peleja
Com seus punhos, braços e suas pernas
As de mesa, frascos de cerveja
Destruindo assim toda a taverna
Mas o líder de novo atingido
Pelo além pra ir sem despedida
Uma chance de mudar a vida
Mas o líder sequer dá ouvidos
A bala tenta na terceira vez
É dessa vez uma bala perdida
-- Cárlisson Galdino
Lance de Magia
Ele vê sua tropa chegar
E mostra uma falsa alegria
E a tropa pode interpretar
Da forma que ele queria
"Os três que roubaram o dinheiro
Mas por quê sozinho partiu?
Não, é melhor que primeiro
Tiremos a grana do trio"
O trio sente o que viria
Já se junta a multidão
Ao coldre cada mão seguia
Com todos de armas em mão
Mas em um lance de magia
Virou areia a munição
-- Cárlisson Galdino




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